A Arte Contemporânea na Paleontologia

Por Aline Ghilardi

Um estilo requintado de arte que mistura conhecimento paleontológico, muita criatividade e talento!



Para quem gosta de arte, este é um prato cheio. Nada clássico, mas sim inovador!

Para ser criativo não há necessidade de usar tintas caras, argilas refinadas, mármore italiano ou madeiras tropicais de boa cepa. Com um material tão singelo, como o arame, podem ser criadas obras de arte finas e bastante elegantes.

A arte na paleontologia tem diversas facetas. Desde os desenhos tradicionais, que buscam a reconstrução exata de animais extintos, baseados em técnicas geralmente clássicas, até a arte para pura apreciação e entreterimento. Feitas com a atenção científica de um estudante de paleontologia, a moderna arte das esculturas de arame de Tito Aureliano vem diversificar o espectro de perfis de arte paleontológica. No Brasil, elas quebram o paradigma do classicismo e inovam de maneira bastante original o que se conhece de arte na paleontologia.

A fim de divulgar a arte de nosso colega, apresentamos hoje para vocês: A Paleoarte Contemporânea de Tito Aureliano!




Colecionadores: Tito, como você descreve a sua arte?

Tito: O que produzo são peças metálicas de diversos tamanhos, que representem animais extintos em suas atividades - corrida, caça, nado e voo -, priorizo o seu movimento e gosto de brincar com o equilíbrio. Tenho com o arame a liberdade artística, porém não desvirtuo-me das características reais dos animais que os Paleontólogos reconstroem.

Colecionadores: Quando você teve essa idéia?

Tito: Comecei a confeccionar esculturas metálicas quando tinha 8 anos de idade. Tinha costume de fazer meus próprios brinquedos utilizando sucata e material reutilizável no lixo da vizinhança. Um daqueles dias eu encontrei um bolo de arame enferrujado e criei meu primeiro dinossauro metálico. Desde então nunca parei de desenvolver peças cada vez mais complexas. Atualmente, há esculturas minhas com paleontólogos, colecionadores e apreciadores de vários países - entre eles Brasil, México, Estados Unidos e Alemanha.

Colecionadores: Você tem um objetivo e/ou público alvo?

Tito: O objetivo é inspirar, divulgar e entreter aqueles que apreciam arte e gostam de paleontologia. Não interessa a idade ou formação. Tanto profissionais da área se interessam, como crianças e o público geral. O paleontólogo quer ter seu mascote de estudo e a criança vê na criatividade, a diversão. As peças são flexíveis, mas muito resistentes, então não precisam ser uma arte de estante, são também manipuláveis.



Colecionadores: Qual o preço médio de uma escultura?

Tito: Varia muito. Depende do tamanho e da complexidade. Esculturas menores geralmente custam entre R$15 e 25, médias entre R$30 e 40 e as maiores desde R$ 50-60 até R$120. Utilizo o dinheiro que consigo com as vendas para financiar meus estudos e realizar expedições com colegas do corpo acadêmico em busca de novos fósseis. A arte vem da alma, assim como a paixão por paleontologia. Procuro unir as duas. Podem ser caminhos difíceis, mas a recompensa pessoal, essa, não tem preço.

Que paleontólogo não gostaria de ter o seu objeto de estudo estilizado para enfeitar o laboratório? É um bom presente para os colegas! E que tal presentear o sobrinho com um de seus dinossauros favoritos? Tito faz esculturas por encomenda e envia para todo o Brasil. Basta entrar em contato pelo e-mail titossauro@gmail.com.
Clique AQUI ou visite a galeria de Tito AQUI para ver mais algumas de suas esculturas. Ou você pode ainda visitar o site pessoal dele (http://titossauro.com).

Tito confecciona toda uma miríade de animais extintos, não somente dinossauros. Os últimos sem dúvidas fazem muito sucesso, mas ele já modelou também répteis marinhos, pterossauros, mamíferos e invertebrados.

Aline Ghilardi

Author & Editor

Professora, Doutora e apaixonada por Paleontologia, me dedico, além das pesquisas, à divulgar ciência para o público geral.